A gestão de um laboratório didático de automação difere de um ambiente puramente industrial devido à alta rotatividade de usuários e à constante manipulação de componentes sensíveis, como CLPs, sensores ópticos e módulos de comunicação. Para que o aprendizado seja efetivo, o ambiente deve apresentar um alto nível de organização e previsibilidade. A implementação de metodologias de qualidade, como o 5S, aliada a um plano de manutenção que minimize falhas durante as aulas, é o que define a eficiência operacional do laboratório e a preservação do patrimônio tecnológico da instituição. No que diz respeito à organização e manutenção de um laboratório didático de automação, assinale a alternativa que apresenta a prática mais adequada para garantir a longevidade dos equipamentos e a segurança das atividades.
A manutenção deve ser estritamente corretiva, intervindo nos kits didáticos apenas após a ocorrência de falhas, visando reduzir custos com peças de reposição e otimizar o tempo da equipe técnica.
A aplicação do senso de Ordenação (Seiton) do 5S deve priorizar o armazenamento de todos os componentes (cabos, sensores e ferramentas) em um único recipiente coletivo, facilitando o acesso rápido dos alunos no início das aulas.
Um plano de manutenção preventiva deve incluir a verificação periódica de apertos em bornes, limpeza de filtros de ar em bancadas pneumáticas, atualização de firmwares de segurança e a calibração de instrumentos de medição.
O controle de estoque de componentes eletrônicos sensíveis deve ser feito de forma aberta nas bancadas, dispensando o uso de inventários ou etiquetas de identificação para estimular a autonomia e a proatividade dos estudantes.
A organização do layout do laboratório deve focar exclusivamente na densidade de alunos por metro quadrado, sendo permitido o bloqueio parcial de rotas de fuga por bancadas móveis, desde que as aulas sejam de curta duração.