Em poucos anos, os povos nativos da região se viram cercados por brasileiros, peruanos e bolivianos, sem ter para onde fugir ou como resistir à enorme pressão que vinha do capitalismo internacional que dependia da borracha amazônica. De senhores desta terra, os povos nativos da Amazônia sul-ocidental passaram a ser vistos como obstáculos à exploração da borracha e do caucho na região. Foi quando surgiu a prática das correrias.
(NEVES, Marcos Vinícius. História Nativa do Acre. In: Povos do Acre: História indígena da Amazônia Ocidental. Governo do Estado do Acre, Rio Branco, 2002, p. 13-14)
A prática das correrias, ainda no final do século XIX, significava, principalmente:
destruir as lideranças indígenas e aprisionar homens para o trabalho escravo.
buscar terras que não eram ocupadas nem por estrangeiros nem por indígenas.
oferecer empregos aos indígenas nas zonas urbanas e tomar posse das aldeias.
legalizar terras devolutas para serem exploradas economicamente.
disseminar doenças de laboratório ainda desconhecidas na região.